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FIV para casais homoafetivos: como funciona?

A fertilização in vitro (FIV) representa um marco na medicina de reprodução assistida. Além de viabilizar uma gravidez para milhares de casais com diagnóstico de infertilidade, a FIV também possibilitou que casais homoafetivos, tanto de mulheres, quanto de homens, pudessem realizar o sonho de ter filhos biológicos. Mas como funciona o tratamento ?Continue lendo esse texto para entender.

Na FIV, o óvulo é fertilizado pelo espermatozoide em laboratório, in vitro. Somente após divisão celular o embrião é transferido para o útero. Algumas etapas mudam a depender da configuração do casal, veja:

Casais homoafetivos femininos

Os casais homoafetivos femininos que desejam ter filhos precisam recorrer à doação de espermatozoides, obtidos em um banco de gametas. De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), o sêmen utilizado deve ser de um doador anônimo. O casal receptor poderá ter acesso apenas as características dos doadores.

Com a FIV, é possível que as duas mulheres participem diretamente da gravidez. Uma poderá doar o óvulo que será fertilizado e a outra poderá gerar o bebê em seu útero. É o que chamamos de gravidez compartilhada. Após a escolha do sêmen e a extração do óvulo, a fecundação ocorre em laboratório e o embrião será transferido para o útero da outra parceira.

Casais homoafetivos masculinos

Os casais de homens também precisam recorrer a um banco de gametas, dessa vez para a escolha de um óvulo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a identidade da doadora também precisa ser preservada.

O sêmen será disponibilizado por um dos parceiros. Depois de extrair o sêmen e selecionar o óvulo, a fecundação é feita em laboratório.

O casal precisará de um útero de substituição para gerar o bebê, também chamado de barriga solidária. Essa mulher deve, necessariamente, ter até quarto grau de parentesco com um dos parceiros. Não pode haver nenhum tipo de remuneração, por isso, é incorreto usar o termo “barriga de aluguel”. O embrião então, formado com o sêmen de um dos parceiros do casal e com o óvulo de uma doadora anônima, será transferido para o útero de uma doadora temporária.

A fertilização in vitro (FIV) tem representado, há mais de 40 anos, uma nova esperança para a realização do sonho de gerar a vida.

PGS/PGD e FIV: conheça o exame que detecta doenças genéticas

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução humana assistida mais modernas do mundo. Nela, os óvulos e espermatozoides extraídos são selecionados e, depois, fecundados em laboratório. Antes dos novos embriões serem transferidos ao útero da futura mamãe, muitos casais têm optado por um tratamento chamado antigamente de screening/diagnóstico genético pré-implantacional (PGS/PGD), mas atualmente chamado de teste genético pré-implantacional (PGT).

Trata-se de um exame que detecta doenças genéticas e cromossômicas antes dos embriões serem implantados no útero. Desta forma, é possível verificar quais deles possuem alguma alteração genética e, desta forma, selecionar apenas os que não apresentam nenhum dos problemas avaliados.

As doenças genéticas, também chamadas de hereditárias, são aquelas transmitidas dos pais para os filhos, por meio de genes que sofreram mutações e são responsáveis por determinadas doenças. O teste genético pré implantacional para doenças monogênicas, o PGT-M (antigo PGD) permite a detecção de anomalias genéticas como distrofia muscular, hemofilia e fibrose cística.

No caso das doenças cromossômicas, elas são as determinadas por falta ou excesso de um cromossomo inteiro ou por partes dele. O PGT-A, exame que investiga essas alterações (antigo PGS), consegue diagnosticar, por exemplo, as síndromes de Down, Turner e Patau.

O teste genético pré-implantacional é realizado após a fertilização, entre o 3º e o 5º dia de desenvolvimento do embrião. São retiradas uma ou mais células de cada embrião, por meio de uma biópsia. Depois, o material é encaminhado para análise.

O PGT- M é recomendado, principalmente, para casais com histórico familiar de doença genética, para casais portadores ou que já tenham um filho portador de alguma mutação gênica. O PGT-A é recomendado para mulheres acima de 38 anos, idade considerada mais avançada para uma gravidez e para alguns casais com histórico de perdas gestacionais de repetição. Esse exame também pode ser feito para garantir mais tranquilidade aos futuros papais.

A medicina de reprodução humana avançou muito. A associação da fertilização in vitro com os testes genéticos pré-implantacionais (PGT) tem indicações precisas, mas podem auxiliar muito na concepção de um bebê saudável.

Entenda a diferença entre inseminação artificial e FIV

Muitas pessoas acreditam que inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) são procedimentos iguais. Mas não é assim. Apesar de possuírem a mesma finalidade: gerar uma nova vida, as técnicas e algumas etapas são diferentes. Mas afinal, como funciona cada uma delas? A principal diferença está na forma como os óvulos serão fecundados. Entenda:

Na inseminação artificial, chamada também de inseminação intrauterina, os espermatozoides do parceiro são coletados, selecionados em laboratório e depois implantados diretamente no útero da mulher. Os próprios espermatozoides terão que chegar até as tubas uterinas e encontrar os óvulos. Portanto, a fecundação ocorre naturalmente.

Essa técnica é recomendada para casais que apresentam problemas de baixa complexidade, como alterações no sêmen (espermatozoides lentos e pouco móveis). Além disso, é indicada para os casais homoafetivos do sexo feminino que desejam ter filhos. Nesses casos é utilizado sêmen de um doador anônimo.

Na fertilização in vitro (FIV) o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, sendo, portanto, uma técnica de maior complexidade. Os óvulos e os espermatozoides são extraídos, preparados e depois fecundados artificialmente, in vitro, fora do útero. O óvulo é mantido em uma estufa e, somente depois da divisão celular o embrião é colocado no útero da futura mamãe.

A FIV é indicada para casais que apresentam problemas mais graves, como obstrução das tubas uterinas (que impede a passagem dos espermatozoides), contagem muito baixa de espermatozoides, endometriose, entre outros. Também é uma opção para casais homoafetivos do sexo masculino. Nesses casos é utilizado um óvulo de doadora anônima e útero de substituição, que de acordo com o Conselho Federal de Medicina deve ser de uma mulher com até quarto grau de parentesco com um dos parceiros.

Em ambas as técnicas, antes da fertilização há a etapa de indução da ovulação, que consiste no estímulo do ovário por meio de medicações injetáveis. Esse estímulo é muito importante para que os gametas estejam maduros e com alto potencial de fecundação.

Uma dúvida é muito comum: existe uma técnica melhor ou mais eficaz que outra? A preferência pelo procedimento dependerá do grau de complexidade dos problemas apresentados pelo casal, sendo a FIV indicada para os casos mais graves. O importante é que os tentantes passem por uma avaliação detalhada para um diagnóstico preciso, permitindo dessa forma, mais chances de conseguir a gravidez.

É possível engravidar após a menopausa?

As mulheres têm optado por ter filhos cada vez mais tarde, seja por razões financeiras ou profissionais, por exemplo. Mas sabemos que a fertilidade feminina não dura para sempre, com a menopausa marcando o fim dos ciclos férteis. Vale esclarecer que a mulher já nasce com uma reserva ovariana (entre um e dois milhões de óvulos). Quando ocorre a primeira menstruação, esse número é de cerca de 400 mil.

Com o passar dos anos, a quantidade e qualidade desses óvulos vai diminuindo, até a chegada da menopausa, quando a mulher de fato para de liberar óvulos, ou seja, quando acaba a sua reserva. Isso acontece, geralmente, entre os 48 e os 51 anos. Diante desse cenário, uma dúvida é muito comum: é possível engravidar após a menopausa? Sim!

Desde que não haja problemas de saúde que contraindiquem a gravidez, pode-se recorrer à fertilização in vitro (FIV) com óvulos doados. Nesse processo, os espermatozoides do parceiro são coletados e os óvulos são doados por uma outra mulher. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o tratamento deve ser feito até os 50 anos de idade, com óvulo de uma doadora anônima. A escolha é feita considerando as características físicas da doadora e da receptora (para que o gameta com características mais semelhantes seja escolhido).

Antes da fertilização, a futura mamãe precisará tomar medicações a fim de preparar o útero para receber o embrião. Isso é muito importante para diminuir os riscos de um aborto espontâneo. Depois de todas essas etapas, a fecundação acontece em laboratório. O embrião é colocado no útero entre o 2º e o 5º dia de desenvolvimento. Daí em diante a gravidez ocorre normalmente.

Com os avanços da medicina reprodutiva, as mulheres ganharam mais autonomia para escolher a hora de ter filhos. Com isso, é possível engravidar mesmo depois da menopausa. É a tecnologia e a ciência em favor da geração de novas vidas.