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Fertilidade masculina: entenda os fatores hormonais

Geralmente, as mulheres podem engravidar desde a sua primeira menstruação até a menopausa, possuindo períodos férteis mensais de, aproximadamente, 6 dias. Normalmente, a última menstruação ocorre entre os 45 e 55 anos, definindo o fim da fase reprodutiva. Entretanto, a vida fértil dos homens é diferente – e menos definida – do que a das mulheres.

O homem pode ser pai em qualquer idade?  

O homem se torna fértil durante a puberdade, por volta dos 12 anos de idade. Ele tem uma queda na produção de espermatozoides quando atinge a faixa entre 50 e 60 anos de idade, devido à diminuição da produção de testosterona, que influencia diretamente a fertilidade masculina.

Todavia, há estudos que revelam uma perda de qualidade do sêmen a partir dos 40 anos de idade, o que resulta em maior tempo para conseguir chegar à gravidez. Ademais, uma vez obtida a gestação, há indicadores de que a idade paterna avançada pode aumentar a probabilidade de problemas na gestação da mulher  como aborto espontâneo e partos prematuros, além de também poder influenciar nas chances do filho desenvolver algumas condições, como o autismo e a esquizofrenia.

Entretanto, é importante ressaltar que tais condições não se desenvolvem somente por culpa da idade paternal – elementos como a idade materna, hereditariedade e fatores ambientais também participam deste processo.

Como avaliar a fertilidade masculina?

Espermograma

O espermograma é um exame no qual o médico avalia se a produção de espermatozoides é suficiente em quantidade e qualidade, analisando a viscosidade, pH, forma, motilidade e concentração de espermatozoides vivos.

Dosagem de testosterona

Como dito no texto, a testosterona influencia diretamente na produção de espermatozoides. Saber a quantidade deste hormônio no corpo é essencial para analisar a capacidade reprodutiva do homem.

A adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma dieta alimentar balanceada e a prática regular de atividades físicas, associada ao abandono do tabagismo e redução da ingestão de bebidas alcoólicas refletem positivamente na fertilidade masculina e do casal.

Não deixe de realizar acompanhamento médico caso você possua desejo em ter um filho. A fertilidade masculina também é fundamental no processo de conceber uma gravidez, e o apoio de profissionais capacitados faz toda a diferença no sucesso do processo.

Cuidados com a gestação após a fertilização in vitro (FIV)

Muitos casais conseguem realizar o sonho de gerar a vida por meio de uma fertilização in vitro (FIV), tratamento de ala complexidade em reprodução humana assistida. E quando o tão esperado “positivo” chega, a futura mãe vive um misto de emoções e expectativas.

Dentre esses sentimentos, está o medo. Mas afinal, uma gestação de FIV exige mais cuidados que uma concepção natural?

De modo geral, uma gravidez de FIV é igual a uma gravidez natural e exige os mesmos cuidados, sem nenhuma atenção específica. No entanto, é preciso avaliar caso por caso. Quando a mãe já tem mais de 38 anos ou é uma gravidez múltipla, por exemplo, pode ser necessário algum cuidado especial.

Mas isso não significa que a família deve viver esse momento cercada de medo. Pelo contrário, é hora de celebrar e aproveitar cada minuto dos nove meses de espera.

Cuidados durante a gestação

Se você está grávida, vale a pena conferir alguma das dicas a seguir e, assim, experienciar uma gestação mais tranquila e segura.

Repouso:  Não existe indicação de repouso após a Transferência Embrionária.  Durante a gravidez, é normal que a paciente se sinta mais cansada em alguns períodos, o que pode aumentar a necessidade de repouso. Dependendo do estado físico e da saúde da mãe e do bebê, o repouso pode ser necessário durante vários períodos da gestação.

Alimentação: todas as gestantes precisam cuidar bem da alimentação, mantendo uma dieta saudável e equilibrada, com muitas verduras, legumes, frutas e grãos. O acompanhamento com  nutricionista também é bem-vindo.

Atividade física: a gravidez não impede que a mulher continue realizando atividades físicas, desde que orientada pelo médico obstetra e por um profissional da área. Além dos exercícios, yoga e sessões de fisioterapia são muito úteis para preparar o corpo para o parto.

Relações sexuais: essa é uma dúvida comum dos casais. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as relações sexuais podem acontecer durante a gravidez. No início da gravidez pós FIV e em casos específicos sob determinação médica, o sexo deve ser evitado.

FIV e o risco de abortos

O aborto é um dos maiores medos das famílias que esperam um bebê. No entanto, gestações de FIV e gestações naturais possuem taxa de aborto semelhante. Por isso, não é necessário nenhum cuidado específico além dos orientados pela equipe médica.

Independente do procedimento usado anterior a gestação, seja por concepção natural ou com auxílio médico, a gravidez é um momento para ser apreciado. Procure formas de se sentir bem emocionalmente e não deixe de seguir os cuidados recomendados pelo médico.

FIV para casais homoafetivos: como funciona?

A fertilização in vitro (FIV) representa um marco na medicina de reprodução assistida. Além de viabilizar uma gravidez para milhares de casais com diagnóstico de infertilidade, a FIV também possibilitou que casais homoafetivos, tanto de mulheres, quanto de homens, pudessem realizar o sonho de ter filhos biológicos. Mas como funciona o tratamento ?Continue lendo esse texto para entender.

Na FIV, o óvulo é fertilizado pelo espermatozoide em laboratório, in vitro. Somente após divisão celular o embrião é transferido para o útero. Algumas etapas mudam a depender da configuração do casal, veja:

Casais homoafetivos femininos

Os casais homoafetivos femininos que desejam ter filhos precisam recorrer à doação de espermatozoides, obtidos em um banco de gametas. De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), o sêmen utilizado deve ser de um doador anônimo. O casal receptor poderá ter acesso apenas as características dos doadores.

Com a FIV, é possível que as duas mulheres participem diretamente da gravidez. Uma poderá doar o óvulo que será fertilizado e a outra poderá gerar o bebê em seu útero. É o que chamamos de gravidez compartilhada. Após a escolha do sêmen e a extração do óvulo, a fecundação ocorre em laboratório e o embrião será transferido para o útero da outra parceira.

Casais homoafetivos masculinos

Os casais de homens também precisam recorrer a um banco de gametas, dessa vez para a escolha de um óvulo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a identidade da doadora também precisa ser preservada.

O sêmen será disponibilizado por um dos parceiros. Depois de extrair o sêmen e selecionar o óvulo, a fecundação é feita em laboratório.

O casal precisará de um útero de substituição para gerar o bebê, também chamado de barriga solidária. Essa mulher deve, necessariamente, ter até quarto grau de parentesco com um dos parceiros. Não pode haver nenhum tipo de remuneração, por isso, é incorreto usar o termo “barriga de aluguel”. O embrião então, formado com o sêmen de um dos parceiros do casal e com o óvulo de uma doadora anônima, será transferido para o útero de uma doadora temporária.

A fertilização in vitro (FIV) tem representado, há mais de 40 anos, uma nova esperança para a realização do sonho de gerar a vida.

PGS/PGD e FIV: conheça o exame que detecta doenças genéticas

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução humana assistida mais modernas do mundo. Nela, os óvulos e espermatozoides extraídos são selecionados e, depois, fecundados em laboratório. Antes dos novos embriões serem transferidos ao útero da futura mamãe, muitos casais têm optado por um tratamento chamado antigamente de screening/diagnóstico genético pré-implantacional (PGS/PGD), mas atualmente chamado de teste genético pré-implantacional (PGT).

Trata-se de um exame que detecta doenças genéticas e cromossômicas antes dos embriões serem implantados no útero. Desta forma, é possível verificar quais deles possuem alguma alteração genética e, desta forma, selecionar apenas os que não apresentam nenhum dos problemas avaliados.

As doenças genéticas, também chamadas de hereditárias, são aquelas transmitidas dos pais para os filhos, por meio de genes que sofreram mutações e são responsáveis por determinadas doenças. O teste genético pré implantacional para doenças monogênicas, o PGT-M (antigo PGD) permite a detecção de anomalias genéticas como distrofia muscular, hemofilia e fibrose cística.

No caso das doenças cromossômicas, elas são as determinadas por falta ou excesso de um cromossomo inteiro ou por partes dele. O PGT-A, exame que investiga essas alterações (antigo PGS), consegue diagnosticar, por exemplo, as síndromes de Down, Turner e Patau.

O teste genético pré-implantacional é realizado após a fertilização, entre o 3º e o 5º dia de desenvolvimento do embrião. São retiradas uma ou mais células de cada embrião, por meio de uma biópsia. Depois, o material é encaminhado para análise.

O PGT- M é recomendado, principalmente, para casais com histórico familiar de doença genética, para casais portadores ou que já tenham um filho portador de alguma mutação gênica. O PGT-A é recomendado para mulheres acima de 38 anos, idade considerada mais avançada para uma gravidez e para alguns casais com histórico de perdas gestacionais de repetição. Esse exame também pode ser feito para garantir mais tranquilidade aos futuros papais.

A medicina de reprodução humana avançou muito. A associação da fertilização in vitro com os testes genéticos pré-implantacionais (PGT) tem indicações precisas, mas podem auxiliar muito na concepção de um bebê saudável.

Entenda a diferença entre inseminação artificial e FIV

Muitas pessoas acreditam que inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) são procedimentos iguais. Mas não é assim. Apesar de possuírem a mesma finalidade: gerar uma nova vida, as técnicas e algumas etapas são diferentes. Mas afinal, como funciona cada uma delas? A principal diferença está na forma como os óvulos serão fecundados. Entenda:

Na inseminação artificial, chamada também de inseminação intrauterina, os espermatozoides do parceiro são coletados, selecionados em laboratório e depois implantados diretamente no útero da mulher. Os próprios espermatozoides terão que chegar até as tubas uterinas e encontrar os óvulos. Portanto, a fecundação ocorre naturalmente.

Essa técnica é recomendada para casais que apresentam problemas de baixa complexidade, como alterações no sêmen (espermatozoides lentos e pouco móveis). Além disso, é indicada para os casais homoafetivos do sexo feminino que desejam ter filhos. Nesses casos é utilizado sêmen de um doador anônimo.

Na fertilização in vitro (FIV) o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, sendo, portanto, uma técnica de maior complexidade. Os óvulos e os espermatozoides são extraídos, preparados e depois fecundados artificialmente, in vitro, fora do útero. O óvulo é mantido em uma estufa e, somente depois da divisão celular o embrião é colocado no útero da futura mamãe.

A FIV é indicada para casais que apresentam problemas mais graves, como obstrução das tubas uterinas (que impede a passagem dos espermatozoides), contagem muito baixa de espermatozoides, endometriose, entre outros. Também é uma opção para casais homoafetivos do sexo masculino. Nesses casos é utilizado um óvulo de doadora anônima e útero de substituição, que de acordo com o Conselho Federal de Medicina deve ser de uma mulher com até quarto grau de parentesco com um dos parceiros.

Em ambas as técnicas, antes da fertilização há a etapa de indução da ovulação, que consiste no estímulo do ovário por meio de medicações injetáveis. Esse estímulo é muito importante para que os gametas estejam maduros e com alto potencial de fecundação.

Uma dúvida é muito comum: existe uma técnica melhor ou mais eficaz que outra? A preferência pelo procedimento dependerá do grau de complexidade dos problemas apresentados pelo casal, sendo a FIV indicada para os casos mais graves. O importante é que os tentantes passem por uma avaliação detalhada para um diagnóstico preciso, permitindo dessa forma, mais chances de conseguir a gravidez.

Útero invertido: é possível ter filhos?

Na maioria das mulheres, o útero é voltado para frente, inclinado sobre a bexiga, chamado de útero antevertido. Entretanto, há casos em que o útero é voltado para a direção oposta, ou seja, para trás. Essa condição, chamada de útero retrovertido, não é considerada um problema ou má-formação. Significa apenas que o útero está mais próximo do intestino do que da bexiga. Em grande parte dos casos, a mulher descobre a posição inversa do seu útero ao fazer uma ultrassonografia de rotina, e não porque apresentou algum sintoma.

Mas é possível ter filhos com o útero retrovertido? Sim. O fato de o útero estar voltado para trás não significa necessariamente um problema para engravidar. Isso porque o colo do útero continua no mesmo lugar, o que garante a passagem dos espermatozoides até as tubas uterinas.

É normal que o útero se mova e altere de tamanho. Durante a gestação, por exemplo, ele se expande e ocupa toda a pelve, saindo do seu local de origem. Por isso, na gravidez, não interfere se o útero está virado para frente ou para trás.

A infertilidade é comumente associada ao útero retrovertido devido a uma possível associação deste tipo de útero com a endometriose, uma doença que pode diminuir as chances de gravidez. No entanto, não há comprovação científica de que mulheres com o útero virado para trás sejam mais acometidas pela endometriose do que aquelas que possuem o útero virado para frente.

Útero retrovertido não é considerado doença e, portanto, não exige tratamento. Essa variação anatômica não costuma apresentar consequências para a mulher ou para o bebê, caso um dia ela engravide. Não havendo sintomas, não é necessária nenhuma intervenção. Quando alguns sinais se manifestam, como dor durante o ato sexual, cólicas menstruais fortes ou dor ao urinar, podem ser administrados medicamentos e, em casos excepcionais, cirurgia de correção.

É possível engravidar após a menopausa?

As mulheres têm optado por ter filhos cada vez mais tarde, seja por razões financeiras ou profissionais, por exemplo. Mas sabemos que a fertilidade feminina não dura para sempre, com a menopausa marcando o fim dos ciclos férteis. Vale esclarecer que a mulher já nasce com uma reserva ovariana (entre um e dois milhões de óvulos). Quando ocorre a primeira menstruação, esse número é de cerca de 400 mil.

Com o passar dos anos, a quantidade e qualidade desses óvulos vai diminuindo, até a chegada da menopausa, quando a mulher de fato para de liberar óvulos, ou seja, quando acaba a sua reserva. Isso acontece, geralmente, entre os 48 e os 51 anos. Diante desse cenário, uma dúvida é muito comum: é possível engravidar após a menopausa? Sim!

Desde que não haja problemas de saúde que contraindiquem a gravidez, pode-se recorrer à fertilização in vitro (FIV) com óvulos doados. Nesse processo, os espermatozoides do parceiro são coletados e os óvulos são doados por uma outra mulher. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o tratamento deve ser feito até os 50 anos de idade, com óvulo de uma doadora anônima. A escolha é feita considerando as características físicas da doadora e da receptora (para que o gameta com características mais semelhantes seja escolhido).

Antes da fertilização, a futura mamãe precisará tomar medicações a fim de preparar o útero para receber o embrião. Isso é muito importante para diminuir os riscos de um aborto espontâneo. Depois de todas essas etapas, a fecundação acontece em laboratório. O embrião é colocado no útero entre o 2º e o 5º dia de desenvolvimento. Daí em diante a gravidez ocorre normalmente.

Com os avanços da medicina reprodutiva, as mulheres ganharam mais autonomia para escolher a hora de ter filhos. Com isso, é possível engravidar mesmo depois da menopausa. É a tecnologia e a ciência em favor da geração de novas vidas.

Pacientes recuperadas do câncer de mama podem engravidar?

O sonho de ser mãe é idealizado por muitas mulheres, principalmente durante a fase reprodutiva. No entanto, alguns percalços no caminho podem adiá-lo ou até mesmo interrompê-lo e o diagnóstico de câncer de mama pode ser um deles. O tratamento oncológico exige alguns “sacrifícios” para que se alcance a cura. Além disso, os fatores como radiação e medicamentos podem abalar a fertilidade feminina.

Mas nem tudo está perdido. O tratamento de câncer de mama não leva, necessariamente, à infertilidade após a finalização. São inúmeros casos em que as mulheres recuperadas realizaram o sonho de gerar a vida. Isso se deve também ao acompanhamento médico de qualidade e algumas medidas de preservação da fertilidade. Vamos entender melhor?

Quando falamos sobre câncer e maternidade, geralmente o cenário é composto por uma a mulher jovem, que está em idade reprodutiva, cheia de anseios e expectativas em sua vida profissional, pessoal, matrimonial, sexual e reprodutiva. Se o sonho de ser mãe permeia, a mulher precisará conversar com o médico para estabelecer as possibilidades de tratamento de acordo com o seu caso.

As mulheres que pensam em engravidar após o tratamento do câncer de mama deverão consultar o seu médico a fim de receber orientações acerca do tratamento atual que ela esteja realizando. Existem casos que a mulher poderá ser liberada após dois anos do início do tratamento e outros casos que seria conveniente a gravidez só após cinco anos.

De toda forma, com o passar dos anos as mulheres têm a fertilidade reduzida. Por isso, as que realizarem o tratamento oncológico devem, ainda mais, preservar a fertilidade. Para isso, com orientação médica de qualidade, a paciente poderá optar por procedimentos de Reprodução Humana. Estas pacientes devem ser orientadas da possibilidade de congelamento de óvulos e/ou de embriões antes do início do tratamento para, em caso de necessidade, poder usá-los para tratamento, caso a gravidez natural não ocorra.

Como lidar com abortos?

Quando uma mulher deseja engravidar, o sonho de ser mãe vem acompanhado de uma carga imensa tanto de expectativas quanto de novidades. O desejo de saber o sexo do bebê, a escolha do nome e a decoração do quarto fazem parte do início da gestação.

Apesar de muito abstrata no começo, conforme a barriga vai crescendo a ideia de que há um bebê ali dentro fica mais concreta e a ansiedade para conhecer o serzinho só aumenta. No entanto, quando a gravidez é interrompida de forma inesperada, ou seja, quando ocorre o aborto espontâneo, a dor é incalculável.

A questão é que, como tudo na gestação, ninguém vai sentir essa perda do mesmo modo que a mãe, mas o apoio do parceiro, familiares e amigos deve se fazer presente. Afinal, como todas as perdas, há uma extrema importância do luto para quem sofre um aborto espontâneo.

Durante a gestação, a mulher nutre muitos desejos e, quanto maior o tempo de gravidez, mais forte é o vínculo com aquele bebê que está se desenvolvendo dentro dela. Os sonhos vão desde as características físicas até a personalidade que a criança vai ter e, quando o processo é interrompido de forma involuntária, ocorre uma quebra de expectativas. Neste momento, é importante que o tempo de luto aconteça e que ele seja respeitado, sem ser considerado um “exagero” ou drama.

Outro ponto que precisa ser falado é sobre as mulheres que acabaram de sofrer um aborto, e já estão tentando engravidar novamente depois de pouquíssimo tempo. É uma ocorrência muito comum, mas isso é preocupante. Uma gestação não substitui a outra. De toda forma, primeiro é preciso lidar com a perda e desconstruir as expectativas em relação ao bebê perdido para que, assim, uma nova gravidez possa acontecer de forma saudável.

Se você é uma mulher que sofreu aborto espontâneo, não se culpe! Você não fez nada de errado. Conte com o apoio de quem te ama para superar esse momento doloroso. Se, depois da dor e da vivência do luto, o desejo de ser mãe se manifeste novamente, vele a pena tentar de novo. A hora certa muitas vezes não é a nossa, mas a vitória pode estar mais próxima do que imagina!

Quantas vezes podemos repetir a FIV?

Recomeçar: isso faz parte do ciclo da vida e, em especial, dos casais que estão tentando engravidar. A Fertilização in Vitro (FIV) é um dos tratamentos mais conhecidos de reprodução humana e possui excelentes índices de sucesso. Entretanto, é preciso estar preparado para mais de uma tentativa, pois nem sempre o resultado esperado vem de primeira.

Sempre dizemos para os tentantes não desistirem, pois na caminhada para gerar vida, os obstáculos podem até parecer difíceis, mas a vitória é sensacional. Contudo, é necessário saber quantas tentativas de FIV são aceitáveis, até onde insistir no tratamento. Pois, alguns probleminhas podem impactar o resultado. E, com isso fazer com que a mudança de tratamento possa ser necessária.

Por isso, agora vamos dar dicas do que influenciar nas falhas do tratamento e quantas vezes pode- se insistir no mesmo método. Existem algumas causas para a FIV não dar certo e, as mais comuns são:

– Qualidade dos óvulos
– Qualidade dos espermatozoides
– Dificuldades de implantação do embrião

Quando o ciclo de FIV não der certo, a primeira coisa a se fazer é uma avaliação sobre o que pode ter contribuído para a falha no tratamento. Partir para outra tentativa sem essa análise pode ser um erro, e aumentar a angústia do casal. Se houver uma suspeita de má qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides, pode-se ponderar o uso de doação de  óvulos e espermatozoides para a FIV, caso o casal concorde.

Se os embriões transferidos eram de boa qualidade e o útero não possui alterações conhecidas, pode-se pensar em dificuldade de implantação do embriões, existindo algumas opções de tratamento para tentar aumentar a chance de sucesso, porém nenhuma delas com comprovação. O que pode ajudar – e muito – durante o tratamento é a saúde dos tentantes. Atentar-se à alimentação e manter uma rotina saudável, permite equilibrar os hormônios e proporcionar menores riscos durante a gravidez.

Sendo assim, não há um número máximo permitido de tentativas, pois o resultado dependerá, principalmente, das condições de saúde e características peculiares de cada casal. As chances de sucesso devem ser reavaliadas com o casal e esclarecidos os riscos/benefícios, para que eles optem por uma nova tentativa ou por mudar a estratégia. O importante mesmo é não desistir do sonho de ser papai e mamãe.