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planejamento familiar

Por que é importante fazer um planejamento familiar?

Muitos casais costumam esperar pelo “momento certo” para começar a planejar a construção de uma família. Sejam por fatores profissionais, financeiros e até mesmo emocionais, eles adiam o sonho de gerar a vida.

O que muitos não sabem é que o planejamento familiar, no Brasil, é um direito garantido por lei.  Além disso, o Estado tem o dever de oferecer acesso a recursos informativos, educacionais, técnicos e científicos para que a prática do planejamento familiar seja assegurada.

Afinal, o que é planejamento familiar? 

Chama-se de planejamento familiar, o conjunto de ações que auxilia a homens, mulheres ou casais a planejar a chegada de um filho. As intervenções, para aqueles que desejam   adiar o sonho da paternidade e/ou maternidade, são a utilização de métodos contraceptivos. Para aqueles que entendem que chegou o momento de receber a “visita da cegonha”, há o auxílio do calendário da fertilidade. 

Planejamento familiar e o calendário da fertilidade

O   calendário  da fertilidade   é usado para ajudar as   mulheres a realizarem um planejamento familiar “a mais” e engravidarem de maneira natural. Ele permite ter uma base dos dias férteis e assim, propiciar uma data ideal para a concepção.

Mas atenção, o calendário da fertilidade deve ser usado apenas por mulheres que desejam saber seu período fértil para engravidar e não como método contraceptivo. Existem no mercado diversos aplicativos que podem ajudar nessa missão.

Como fazer um planejamento familiar?

Para os homens, mulheres e casais que desejam  realizar um planejamento familiar, não há uma receita pronta para isso. Entretanto, algumas ações são pertinentes para alcançar o objetivo. 

Entre elas, estão:

  •  Cuidar da saúde sexual reprodutiva;
  •  Cuidar da saúde psicológica;
  •  Atendimento médico de qualidade;
  • Quando não conseguir gerar a vida pelo método natural após um  ano de tentativas, recorrer a um especialista em reprodução assistida.

Qual a importância do planejamento familiar? 

O planejamento familiar é importante para ajudar as famílias a prepará-las para a chegada de um filho e garantindo uma vida saudável, com os direitos e deveres preservados, tanto para os pais, quanto para as crianças.

casal homoafetivo

FIV para casais homoafetivos: como funciona?

A fertilização in vitro (FIV) representa um marco na medicina de reprodução assistida. Além de viabilizar uma gravidez para milhares de casais com diagnóstico de infertilidade, a FIV também possibilitou que casais homoafetivos, tanto de mulheres, quanto de homens, pudessem realizar o sonho de ter filhos biológicos. Mas como funciona o tratamento ?Continue lendo esse texto para entender.

Na FIV, o óvulo é fertilizado pelo espermatozoide em laboratório, in vitro. Somente após divisão celular o embrião é transferido para o útero. Algumas etapas mudam a depender da configuração do casal, veja:

Casais homoafetivos femininos

Os casais homoafetivos femininos que desejam ter filhos precisam recorrer à doação de espermatozoides, obtidos em um banco de gametas. De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), o sêmen utilizado deve ser de um doador anônimo. O casal receptor poderá ter acesso apenas as características dos doadores.

Com a FIV, é possível que as duas mulheres participem diretamente da gravidez. Uma poderá doar o óvulo que será fertilizado e a outra poderá gerar o bebê em seu útero. É o que chamamos de gravidez compartilhada. Após a escolha do sêmen e a extração do óvulo, a fecundação ocorre em laboratório e o embrião será transferido para o útero da outra parceira.

Casais homoafetivos masculinos

Os casais de homens também precisam recorrer a um banco de gametas, dessa vez para a escolha de um óvulo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a identidade da doadora também precisa ser preservada.

O sêmen será disponibilizado por um dos parceiros. Depois de extrair o sêmen e selecionar o óvulo, a fecundação é feita em laboratório.

O casal precisará de um útero de substituição para gerar o bebê, também chamado de barriga solidária. Essa mulher deve, necessariamente, ter até quarto grau de parentesco com um dos parceiros. Não pode haver nenhum tipo de remuneração, por isso, é incorreto usar o termo “barriga de aluguel”. O embrião então, formado com o sêmen de um dos parceiros do casal e com o óvulo de uma doadora anônima, será transferido para o útero de uma doadora temporária.

A fertilização in vitro (FIV) tem representado, há mais de 40 anos, uma nova esperança para a realização do sonho de gerar a vida.