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IDADE FÉRTIL: AS CHANCES DE ENGRAVIDAR EM CADA FAIXA ETÁRIA

A idade é um dos fatores mais importantes quando falamos sobre a fertilidade feminina. É fundamental que as mulheres entendam sobre esse assunto e, assim, planejem a melhor hora de ter filhos. Não existe uma idade ideal para engravidar, no entanto, o passar dos anos pode dificultar a concepção natural e aumentar os riscos de complicações.

Antes de falar sobre a fertilidade em cada faixa etária, é importante entender sobre as características do sistema reprodutor feminino. A mulher já nasce com uma reserva ovariana – entre um e dois milhões de óvulos. Na primeira menstruação, chamada de menarca, esse número é de cerca de 400 mil. Nesse momento se inicia a vida fértil.

Com o passar dos anos, a quantidade e a qualidades desses óvulos vai diminuindo, até a chegada da menopausa, que significa o fim da vida fértil, o esgotamento da reserva. Isso geralmente acontece entre os 48 e os 51 anos de idade. Nesse cenário, é possível entender as chances de gravidez em diferentes faixas etárias. Confira:

Tentante aos 20:

É o auge da idade fértil. Há maior número de óvulos e eles estão em ótimas condições. Com isso, as chances de gravidez nessa fase da vida são bem altas.

Tentante aos 30:

Aos 32 anos a fertilidade da mulher começa a declinar e esse processo se acelera a partir dos 35.  Nessa fase o número de óvulos caí consideravelmente e aumentam as chances de algumas complicações.

Tentante aos 40:

Depois dos 40 anos, as chances de uma gravidez natural são estimadas em menos de 10%. Além da quantidade de óvulos disponíveis ser bem inferior, a qualidade deles também diminui, o que aumenta as chances de o bebê desenvolver alguma doença congênita.

É muito importante destacar que outros fatores também influenciam nas chances de uma mulher engravidar. Alimentação saudável, peso adequado e prática regular de atividade física, por exemplo, favorecem a fertilidade mesmo com o avançar dos anos. Por isso, ter 30 ou 40 anos não significa, necessariamente, não estar hábil para uma gravidez saudável e feliz.

A idade não precisa ser um fator limitante para a maternidade. Se a mulher deseja adiar o momento de ter filhos, uma boa opção é o congelamento dos óvulos. Assim os gametas continuarão saudáveis e prontos para fecundação quando a paciente desejar.

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Útero invertido: é possível ter filhos?

Na maioria das mulheres, o útero é voltado para frente, inclinado sobre a bexiga, chamado de útero antevertido. Entretanto, há casos em que o útero é voltado para a direção oposta, ou seja, para trás. Essa condição, chamada de útero retrovertido, não é considerada um problema ou má-formação. Significa apenas que o útero está mais próximo do intestino do que da bexiga. Em grande parte dos casos, a mulher descobre a posição inversa do seu útero ao fazer uma ultrassonografia de rotina, e não porque apresentou algum sintoma.

Mas é possível ter filhos com o útero retrovertido? Sim. O fato de o útero estar voltado para trás não significa necessariamente um problema para engravidar. Isso porque o colo do útero continua no mesmo lugar, o que garante a passagem dos espermatozoides até as tubas uterinas.

É normal que o útero se mova e altere de tamanho. Durante a gestação, por exemplo, ele se expande e ocupa toda a pelve, saindo do seu local de origem. Por isso, na gravidez, não interfere se o útero está virado para frente ou para trás.

A infertilidade é comumente associada ao útero retrovertido devido a uma possível associação deste tipo de útero com a endometriose, uma doença que pode diminuir as chances de gravidez. No entanto, não há comprovação científica de que mulheres com o útero virado para trás sejam mais acometidas pela endometriose do que aquelas que possuem o útero virado para frente.

Útero retrovertido não é considerado doença e, portanto, não exige tratamento. Essa variação anatômica não costuma apresentar consequências para a mulher ou para o bebê, caso um dia ela engravide. Não havendo sintomas, não é necessária nenhuma intervenção. Quando alguns sinais se manifestam, como dor durante o ato sexual, cólicas menstruais fortes ou dor ao urinar, podem ser administrados medicamentos e, em casos excepcionais, cirurgia de correção.

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É possível engravidar após a menopausa?

As mulheres têm optado por ter filhos cada vez mais tarde, seja por razões financeiras ou profissionais, por exemplo. Mas sabemos que a fertilidade feminina não dura para sempre, com a menopausa marcando o fim dos ciclos férteis. Vale esclarecer que a mulher já nasce com uma reserva ovariana (entre um e dois milhões de óvulos). Quando ocorre a primeira menstruação, esse número é de cerca de 400 mil.

Com o passar dos anos, a quantidade e qualidade desses óvulos vai diminuindo, até a chegada da menopausa, quando a mulher de fato para de liberar óvulos, ou seja, quando acaba a sua reserva. Isso acontece, geralmente, entre os 48 e os 51 anos. Diante desse cenário, uma dúvida é muito comum: é possível engravidar após a menopausa? Sim!

Desde que não haja problemas de saúde que contraindiquem a gravidez, pode-se recorrer à fertilização in vitro (FIV) com óvulos doados. Nesse processo, os espermatozoides do parceiro são coletados e os óvulos são doados por uma outra mulher. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o tratamento deve ser feito até os 50 anos de idade, com óvulo de uma doadora anônima. A escolha é feita considerando as características físicas da doadora e da receptora (para que o gameta com características mais semelhantes seja escolhido).

Antes da fertilização, a futura mamãe precisará tomar medicações a fim de preparar o útero para receber o embrião. Isso é muito importante para diminuir os riscos de um aborto espontâneo. Depois de todas essas etapas, a fecundação acontece em laboratório. O embrião é colocado no útero entre o 2º e o 5º dia de desenvolvimento. Daí em diante a gravidez ocorre normalmente.

Com os avanços da medicina reprodutiva, as mulheres ganharam mais autonomia para escolher a hora de ter filhos. Com isso, é possível engravidar mesmo depois da menopausa. É a tecnologia e a ciência em favor da geração de novas vidas.

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Quais são os mitos e verdades sobre a gravidez?

Para quem é tentante ou não, a gravidez “de primeira viagem” é um sonho. São muitas descobertas ao longo dos meses. Muitos conselhos da mãe, tia, avó e até superstições. Há quem acredite que o formato da barriga revela o sexo do bebê e por aí vai… Você está nesta fase? Então o assunto de hoje foi feito para você! No post de hoje pensamos em desmistificar dois mitos e exemplificar verdades sobre a gravidez. Afinal, algumas “cismas” podem ser confirmadas ou não. Quer ver? Então comecemos:

1- Grávida deve evitar adoçante – MITO: Pesquisas têm mostrado que, quantidades exageradas, o ciclamato de sódio, adoçante feito a partir de um derivado de petróleo, poderia causar danos ao feto. Mas, para isso, a gestante deveria ingerir o equivalente a dez latinhas de refrigerante diet por dia. No entanto, se você preferir, poderá utilizar outras possibilidades de adoçante, que vão de aspartame a stévia.

2- O primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado – VERDADE: O primeiro trimestre é o período onde ocorre a formação dos órgãos do feto. Sendo assim, ter um cuidado especial em se evitar medicações, bebidas, alguns exames de imagem e afins, pode ajudar a evitar doenças ligadas a alterações genéticas. Ter um médico confiável e orientações de qualidade fazem toda a diferença.
3- Mulher grávida deve comer por dois – MITO: Se você tem um peso normal (IMC entre 18,5 e 25, sendo o IMC seu peso em quilos dividido pelo quadrado de sua altura em metros), ao ficar grávida, poderá colocar na conta do bebê mais 300 calorias por dia. Seguindo essa recomendação, é mais fácil ficar dentro dos parâmetros de ganho de peso considerado adequado pela medicina: o que, para mulheres com IMC entre 18,5 e 25, fica entre 11 e 16 kg. Lembre-se sempre, alimentação é sinônimo de saúde, então não a deixe de lado.

4-Grávidas sentem mais calor – VERDADE: Durante o período de gestação, o metabolismo feminino fica acelerado e a temperatura do corpo da gestante se eleva. Não muito, cerca de 0,5 °C, o que já se apresenta suficiente para sentir mais calor. Ao final da gravidez, por conta do esforço para carregar a barriga, a sensação piora ainda mais.

Agora é só aproveitar o momento mais feliz da vida e curtir cada mudança!