Arquivo de etiquetas: FIV

fiv

Cuidados com a gestação após a fertilização in vitro (FIV)

Muitos casais conseguem realizar o sonho de gerar a vida por meio de uma fertilização in vitro (FIV), tratamento de ala complexidade em reprodução humana assistida. E quando o tão esperado “positivo” chega, a futura mãe vive um misto de emoções e expectativas.

Dentre esses sentimentos, está o medo. Mas afinal, uma gestação de FIV exige mais cuidados que uma concepção natural?

De modo geral, uma gravidez de FIV é igual a uma gravidez natural e exige os mesmos cuidados, sem nenhuma atenção específica. No entanto, é preciso avaliar caso por caso. Quando a mãe já tem mais de 38 anos ou é uma gravidez múltipla, por exemplo, pode ser necessário algum cuidado especial.

Mas isso não significa que a família deve viver esse momento cercada de medo. Pelo contrário, é hora de celebrar e aproveitar cada minuto dos nove meses de espera.

Cuidados durante a gestação

Se você está grávida, vale a pena conferir alguma das dicas a seguir e, assim, experienciar uma gestação mais tranquila e segura.

Repouso:  Não existe indicação de repouso após a Transferência Embrionária.  Durante a gravidez, é normal que a paciente se sinta mais cansada em alguns períodos, o que pode aumentar a necessidade de repouso. Dependendo do estado físico e da saúde da mãe e do bebê, o repouso pode ser necessário durante vários períodos da gestação.

Alimentação: todas as gestantes precisam cuidar bem da alimentação, mantendo uma dieta saudável e equilibrada, com muitas verduras, legumes, frutas e grãos. O acompanhamento com  nutricionista também é bem-vindo.

Atividade física: a gravidez não impede que a mulher continue realizando atividades físicas, desde que orientada pelo médico obstetra e por um profissional da área. Além dos exercícios, yoga e sessões de fisioterapia são muito úteis para preparar o corpo para o parto.

Relações sexuais: essa é uma dúvida comum dos casais. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as relações sexuais podem acontecer durante a gravidez. No início da gravidez pós FIV e em casos específicos sob determinação médica, o sexo deve ser evitado.

FIV e o risco de abortos

O aborto é um dos maiores medos das famílias que esperam um bebê. No entanto, gestações de FIV e gestações naturais possuem taxa de aborto semelhante. Por isso, não é necessário nenhum cuidado específico além dos orientados pela equipe médica.

Independente do procedimento usado anterior a gestação, seja por concepção natural ou com auxílio médico, a gravidez é um momento para ser apreciado. Procure formas de se sentir bem emocionalmente e não deixe de seguir os cuidados recomendados pelo médico.

paternidade

Paternidade independente: como gerar um filho biológico sozinho?

Você tem o sonho de ser pai, mas por consequência da vida ou pelas próprias escolhas ainda não está em um casamento? Ou já pensou em entrar em um relacionamento apenas para ter uma família, pois o tempo está passando e você ainda não realizou o desejo de ter um filho?

Esta história irá te incentivar e te mostrar que ter filhos independentes é possível.

O primeiro pai solteiro por fertilização in vitro no Brasil

Aos 37 anos, Eduardo Veríssimo percebeu que a paternidade não iria acontecer como é de costume e, então, decidiu ir atrás do seu sonho de ter filhos.

A jornada pela paternidade começou em 2015. No Brasil, nessa época, não haviam procedimentos legais que permitissem que uma mulher gerasse o filho de alguém, sendo recompensada ou não. Por isso, foi até Katmandu, no Nepal, para sua primeira tentativa. Infelizmente um terremoto devastou o país e atrapalhou os planos de Eduardo. Mas ele não desistiu.

Em 2017, Eduardo viajou para o estado de Tabasco, no México, para tentar novamente realizar os tratamentos de reprodução assistida. Porém, após alguns meses, o estado mudou as leis e proibiu que o processo fosse feito por estrangeiros.

Voltando do México e sem esperanças, ele chegou ao Brasil e teve boas notícias: o Conselho Federal de Medicina (CFM) havia aprovado a Resolução que regulamentava a barriga solidária.

E foi em 8 de agosto, ainda em 2017, que Eduardo recebeu no celular a notícia que iria ser pai. Uma amiga da sua mãe concordou em ceder o útero e receber a fertilização in vitro.  E foi assim que Julia e Vitor nasceram com saúde. Eduardo se tornou o primeiro pai solteiro a registrar filhos que nasceram por fertilização in vitro, fecundados em barriga solidária no Brasil.

Barriga Solidária: como é o processo?

No Brasil, não é permitido que haja nenhum tipo de recompensa financeira para a mulher que cede o seu útero para gerar o filho de outro casal ou produção independente. Como o nome já diz, a doação do útero temporário deve ser espontânea. Também é exigido que seja realizada por um parente de até 4º grau (mãe, irmã, tia ou prima). Se não possível dentro dessa realidade, é necessário autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O procedimento é feito por meio da fertilização in vitro (FIV), que consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide, em laboratório. Após o tempo de desenvolvimento, o embrião é transferido para o útero solidário para ser gerado. A doação do óvulo, ao contrário da doação temporária do útero, deve ser anônima.
A Clínica Life Search está sempre disponível para aqueles que querem realizar o sonho de ter filhos. Venha nos fazer uma visita!

casal homoafetivo

FIV para casais homoafetivos: como funciona?

A fertilização in vitro (FIV) representa um marco na medicina de reprodução assistida. Além de viabilizar uma gravidez para milhares de casais com diagnóstico de infertilidade, a FIV também possibilitou que casais homoafetivos, tanto de mulheres, quanto de homens, pudessem realizar o sonho de ter filhos biológicos. Mas como funciona o tratamento ?Continue lendo esse texto para entender.

Na FIV, o óvulo é fertilizado pelo espermatozoide em laboratório, in vitro. Somente após divisão celular o embrião é transferido para o útero. Algumas etapas mudam a depender da configuração do casal, veja:

Casais homoafetivos femininos

Os casais homoafetivos femininos que desejam ter filhos precisam recorrer à doação de espermatozoides, obtidos em um banco de gametas. De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), o sêmen utilizado deve ser de um doador anônimo. O casal receptor poderá ter acesso apenas as características dos doadores.

Com a FIV, é possível que as duas mulheres participem diretamente da gravidez. Uma poderá doar o óvulo que será fertilizado e a outra poderá gerar o bebê em seu útero. É o que chamamos de gravidez compartilhada. Após a escolha do sêmen e a extração do óvulo, a fecundação ocorre em laboratório e o embrião será transferido para o útero da outra parceira.

Casais homoafetivos masculinos

Os casais de homens também precisam recorrer a um banco de gametas, dessa vez para a escolha de um óvulo. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a identidade da doadora também precisa ser preservada.

O sêmen será disponibilizado por um dos parceiros. Depois de extrair o sêmen e selecionar o óvulo, a fecundação é feita em laboratório.

O casal precisará de um útero de substituição para gerar o bebê, também chamado de barriga solidária. Essa mulher deve, necessariamente, ter até quarto grau de parentesco com um dos parceiros. Não pode haver nenhum tipo de remuneração, por isso, é incorreto usar o termo “barriga de aluguel”. O embrião então, formado com o sêmen de um dos parceiros do casal e com o óvulo de uma doadora anônima, será transferido para o útero de uma doadora temporária.

A fertilização in vitro (FIV) tem representado, há mais de 40 anos, uma nova esperança para a realização do sonho de gerar a vida.

exame-doença-genetica

PGS/PGD e FIV: conheça o exame que detecta doenças genéticas

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução humana assistida mais modernas do mundo. Nela, os óvulos e espermatozoides extraídos são selecionados e, depois, fecundados em laboratório. Antes dos novos embriões serem transferidos ao útero da futura mamãe, muitos casais têm optado por um tratamento chamado antigamente de screening/diagnóstico genético pré-implantacional (PGS/PGD), mas atualmente chamado de teste genético pré-implantacional (PGT).

Trata-se de um exame que detecta doenças genéticas e cromossômicas antes dos embriões serem implantados no útero. Desta forma, é possível verificar quais deles possuem alguma alteração genética e, desta forma, selecionar apenas os que não apresentam nenhum dos problemas avaliados.

As doenças genéticas, também chamadas de hereditárias, são aquelas transmitidas dos pais para os filhos, por meio de genes que sofreram mutações e são responsáveis por determinadas doenças. O teste genético pré implantacional para doenças monogênicas, o PGT-M (antigo PGD) permite a detecção de anomalias genéticas como distrofia muscular, hemofilia e fibrose cística.

No caso das doenças cromossômicas, elas são as determinadas por falta ou excesso de um cromossomo inteiro ou por partes dele. O PGT-A, exame que investiga essas alterações (antigo PGS), consegue diagnosticar, por exemplo, as síndromes de Down, Turner e Patau.

O teste genético pré-implantacional é realizado após a fertilização, entre o 3º e o 5º dia de desenvolvimento do embrião. São retiradas uma ou mais células de cada embrião, por meio de uma biópsia. Depois, o material é encaminhado para análise.

O PGT- M é recomendado, principalmente, para casais com histórico familiar de doença genética, para casais portadores ou que já tenham um filho portador de alguma mutação gênica. O PGT-A é recomendado para mulheres acima de 38 anos, idade considerada mais avançada para uma gravidez e para alguns casais com histórico de perdas gestacionais de repetição. Esse exame também pode ser feito para garantir mais tranquilidade aos futuros papais.

A medicina de reprodução humana avançou muito. A associação da fertilização in vitro com os testes genéticos pré-implantacionais (PGT) tem indicações precisas, mas podem auxiliar muito na concepção de um bebê saudável.

diferença-entre-FIV-inseminacao

Entenda a diferença entre inseminação artificial e FIV

Muitas pessoas acreditam que inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) são procedimentos iguais. Mas não é assim. Apesar de possuírem a mesma finalidade: gerar uma nova vida, as técnicas e algumas etapas são diferentes. Mas afinal, como funciona cada uma delas? A principal diferença está na forma como os óvulos serão fecundados. Entenda:

Na inseminação artificial, chamada também de inseminação intrauterina, os espermatozoides do parceiro são coletados, selecionados em laboratório e depois implantados diretamente no útero da mulher. Os próprios espermatozoides terão que chegar até as tubas uterinas e encontrar os óvulos. Portanto, a fecundação ocorre naturalmente.

Essa técnica é recomendada para casais que apresentam problemas de baixa complexidade, como alterações no sêmen (espermatozoides lentos e pouco móveis). Além disso, é indicada para os casais homoafetivos do sexo feminino que desejam ter filhos. Nesses casos é utilizado sêmen de um doador anônimo.

Na fertilização in vitro (FIV) o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, sendo, portanto, uma técnica de maior complexidade. Os óvulos e os espermatozoides são extraídos, preparados e depois fecundados artificialmente, in vitro, fora do útero. O óvulo é mantido em uma estufa e, somente depois da divisão celular o embrião é colocado no útero da futura mamãe.

A FIV é indicada para casais que apresentam problemas mais graves, como obstrução das tubas uterinas (que impede a passagem dos espermatozoides), contagem muito baixa de espermatozoides, endometriose, entre outros. Também é uma opção para casais homoafetivos do sexo masculino. Nesses casos é utilizado um óvulo de doadora anônima e útero de substituição, que de acordo com o Conselho Federal de Medicina deve ser de uma mulher com até quarto grau de parentesco com um dos parceiros.

Em ambas as técnicas, antes da fertilização há a etapa de indução da ovulação, que consiste no estímulo do ovário por meio de medicações injetáveis. Esse estímulo é muito importante para que os gametas estejam maduros e com alto potencial de fecundação.

Uma dúvida é muito comum: existe uma técnica melhor ou mais eficaz que outra? A preferência pelo procedimento dependerá do grau de complexidade dos problemas apresentados pelo casal, sendo a FIV indicada para os casos mais graves. O importante é que os tentantes passem por uma avaliação detalhada para um diagnóstico preciso, permitindo dessa forma, mais chances de conseguir a gravidez.

gravidez-menopausa

É possível engravidar após a menopausa?

As mulheres têm optado por ter filhos cada vez mais tarde, seja por razões financeiras ou profissionais, por exemplo. Mas sabemos que a fertilidade feminina não dura para sempre, com a menopausa marcando o fim dos ciclos férteis. Vale esclarecer que a mulher já nasce com uma reserva ovariana (entre um e dois milhões de óvulos). Quando ocorre a primeira menstruação, esse número é de cerca de 400 mil.

Com o passar dos anos, a quantidade e qualidade desses óvulos vai diminuindo, até a chegada da menopausa, quando a mulher de fato para de liberar óvulos, ou seja, quando acaba a sua reserva. Isso acontece, geralmente, entre os 48 e os 51 anos. Diante desse cenário, uma dúvida é muito comum: é possível engravidar após a menopausa? Sim!

Desde que não haja problemas de saúde que contraindiquem a gravidez, pode-se recorrer à fertilização in vitro (FIV) com óvulos doados. Nesse processo, os espermatozoides do parceiro são coletados e os óvulos são doados por uma outra mulher. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, o tratamento deve ser feito até os 50 anos de idade, com óvulo de uma doadora anônima. A escolha é feita considerando as características físicas da doadora e da receptora (para que o gameta com características mais semelhantes seja escolhido).

Antes da fertilização, a futura mamãe precisará tomar medicações a fim de preparar o útero para receber o embrião. Isso é muito importante para diminuir os riscos de um aborto espontâneo. Depois de todas essas etapas, a fecundação acontece em laboratório. O embrião é colocado no útero entre o 2º e o 5º dia de desenvolvimento. Daí em diante a gravidez ocorre normalmente.

Com os avanços da medicina reprodutiva, as mulheres ganharam mais autonomia para escolher a hora de ter filhos. Com isso, é possível engravidar mesmo depois da menopausa. É a tecnologia e a ciência em favor da geração de novas vidas.

FIV

Quantas vezes podemos repetir a FIV?

Recomeçar: isso faz parte do ciclo da vida e, em especial, dos casais que estão tentando engravidar. A Fertilização in Vitro (FIV) é um dos tratamentos mais conhecidos de reprodução humana e possui excelentes índices de sucesso. Entretanto, é preciso estar preparado para mais de uma tentativa, pois nem sempre o resultado esperado vem de primeira.

Sempre dizemos para os tentantes não desistirem, pois na caminhada para gerar vida, os obstáculos podem até parecer difíceis, mas a vitória é sensacional. Contudo, é necessário saber quantas tentativas de FIV são aceitáveis, até onde insistir no tratamento. Pois, alguns probleminhas podem impactar o resultado. E, com isso fazer com que a mudança de tratamento possa ser necessária.

Por isso, agora vamos dar dicas do que influenciar nas falhas do tratamento e quantas vezes pode- se insistir no mesmo método. Existem algumas causas para a FIV não dar certo e, as mais comuns são:

– Qualidade dos óvulos
– Qualidade dos espermatozoides
– Dificuldades de implantação do embrião

Quando o ciclo de FIV não der certo, a primeira coisa a se fazer é uma avaliação sobre o que pode ter contribuído para a falha no tratamento. Partir para outra tentativa sem essa análise pode ser um erro, e aumentar a angústia do casal. Se houver uma suspeita de má qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides, pode-se ponderar o uso de doação de  óvulos e espermatozoides para a FIV, caso o casal concorde.

Se os embriões transferidos eram de boa qualidade e o útero não possui alterações conhecidas, pode-se pensar em dificuldade de implantação do embriões, existindo algumas opções de tratamento para tentar aumentar a chance de sucesso, porém nenhuma delas com comprovação. O que pode ajudar – e muito – durante o tratamento é a saúde dos tentantes. Atentar-se à alimentação e manter uma rotina saudável, permite equilibrar os hormônios e proporcionar menores riscos durante a gravidez.

Sendo assim, não há um número máximo permitido de tentativas, pois o resultado dependerá, principalmente, das condições de saúde e características peculiares de cada casal. As chances de sucesso devem ser reavaliadas com o casal e esclarecidos os riscos/benefícios, para que eles optem por uma nova tentativa ou por mudar a estratégia. O importante mesmo é não desistir do sonho de ser papai e mamãe.