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Paternidade independente: como gerar um filho biológico sozinho?

Você tem o sonho de ser pai, mas por consequência da vida ou pelas próprias escolhas ainda não está em um casamento? Ou já pensou em entrar em um relacionamento apenas para ter uma família, pois o tempo está passando e você ainda não realizou o desejo de ter um filho?

Esta história irá te incentivar e te mostrar que ter filhos independentes é possível.

O primeiro pai solteiro por fertilização in vitro no Brasil

Aos 37 anos, Eduardo Veríssimo percebeu que a paternidade não iria acontecer como é de costume e, então, decidiu ir atrás do seu sonho de ter filhos.

A jornada pela paternidade começou em 2015. No Brasil, nessa época, não haviam procedimentos legais que permitissem que uma mulher gerasse o filho de alguém, sendo recompensada ou não. Por isso, foi até Katmandu, no Nepal, para sua primeira tentativa. Infelizmente um terremoto devastou o país e atrapalhou os planos de Eduardo. Mas ele não desistiu.

Em 2017, Eduardo viajou para o estado de Tabasco, no México, para tentar novamente realizar os tratamentos de reprodução assistida. Porém, após alguns meses, o estado mudou as leis e proibiu que o processo fosse feito por estrangeiros.

Voltando do México e sem esperanças, ele chegou ao Brasil e teve boas notícias: o Conselho Federal de Medicina (CFM) havia aprovado a Resolução que regulamentava a barriga solidária.

E foi em 8 de agosto, ainda em 2017, que Eduardo recebeu no celular a notícia que iria ser pai. Uma amiga da sua mãe concordou em ceder o útero e receber a fertilização in vitro.  E foi assim que Julia e Vitor nasceram com saúde. Eduardo se tornou o primeiro pai solteiro a registrar filhos que nasceram por fertilização in vitro, fecundados em barriga solidária no Brasil.

Barriga Solidária: como é o processo?

No Brasil, não é permitido que haja nenhum tipo de recompensa financeira para a mulher que cede o seu útero para gerar o filho de outro casal ou produção independente. Como o nome já diz, a doação do útero temporário deve ser espontânea. Também é exigido que seja realizada por um parente de até 4º grau (mãe, irmã, tia ou prima). Se não possível dentro dessa realidade, é necessário autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O procedimento é feito por meio da fertilização in vitro (FIV), que consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide, em laboratório. Após o tempo de desenvolvimento, o embrião é transferido para o útero solidário para ser gerado. A doação do óvulo, ao contrário da doação temporária do útero, deve ser anônima.
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