Todos os artigos de Deysi

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Infertilidade após o primeiro filho: mito ou verdade?

A facilidade para engravidar naturalmente na primeira vez não garante que o mesmo aconteça na segunda tentativa. É muito comum encontrar casais que, mesmo tendo engravidado com facilidade no primeiro filho, ficam meses ou mais de um ano tentando, sem sucesso, ter o segundo filho. A infertilidade secundária não é rara: na verdade, é tão comum quanto a infertilidade no primeiro filho. Os fatores que causam ambas condições são, inclusive, praticamente iguais. A dificuldade para engravidar pela segunda vez pode ser causada pela idade do casal, pelo estilo de vida (tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, entre outros) ou, ainda, por problemas de saúde, como algum processo inflamatório que cause obstrução das trompas, nas mulheres, e diminuição da espermatogênese (produção dos espermatozoides), nos homens. O estresse também aparece como grande vilão: o que acontece é que os casais, por não terem tido dificuldades na primeira gravidez, possuem a expectativa de que o mesmo irá acontecer na segunda tentativa, o que gera frustração. Além disso, se encontram cercados por pessoas que não tiveram problemas semelhantes e podem ter os abalos psicológicos aumentados pela cobrança e/ou falta de compreensão da família e do círculo social.

Levando em conta que a fertilidade está diretamente ligada à boa saúde mental e que há a possibilidade de influência das causas emocionais, é essencial que os casais busquem acompanhamento psicológico para reduzir os efeitos do estresse, o qual pode ter um grande papel na dificuldade em engravidar.

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Fertilidade masculina: entenda os fatores hormonais

Geralmente, as mulheres podem engravidar desde a sua primeira menstruação até a menopausa, possuindo períodos férteis mensais de, aproximadamente, 6 dias. Normalmente, a última menstruação ocorre entre os 45 e 55 anos, definindo o fim da fase reprodutiva. Entretanto, a vida fértil dos homens é diferente – e menos definida – do que a das mulheres.

O homem pode ser pai em qualquer idade?  

O homem se torna fértil durante a puberdade, por volta dos 12 anos de idade. Ele tem uma queda na produção de espermatozoides quando atinge a faixa entre 50 e 60 anos de idade, devido à diminuição da produção de testosterona, que influencia diretamente a fertilidade masculina.

Todavia, há estudos que revelam uma perda de qualidade do sêmen a partir dos 40 anos de idade, o que resulta em maior tempo para conseguir chegar à gravidez. Ademais, uma vez obtida a gestação, há indicadores de que a idade paterna avançada pode aumentar a probabilidade de problemas na gestação da mulher  como aborto espontâneo e partos prematuros, além de também poder influenciar nas chances do filho desenvolver algumas condições, como o autismo e a esquizofrenia.

Entretanto, é importante ressaltar que tais condições não se desenvolvem somente por culpa da idade paternal – elementos como a idade materna, hereditariedade e fatores ambientais também participam deste processo.

Como avaliar a fertilidade masculina?

Espermograma

O espermograma é um exame no qual o médico avalia se a produção de espermatozoides é suficiente em quantidade e qualidade, analisando a viscosidade, pH, forma, motilidade e concentração de espermatozoides vivos.

Dosagem de testosterona

Como dito no texto, a testosterona influencia diretamente na produção de espermatozoides. Saber a quantidade deste hormônio no corpo é essencial para analisar a capacidade reprodutiva do homem.

A adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma dieta alimentar balanceada e a prática regular de atividades físicas, associada ao abandono do tabagismo e redução da ingestão de bebidas alcoólicas refletem positivamente na fertilidade masculina e do casal.

Não deixe de realizar acompanhamento médico caso você possua desejo em ter um filho. A fertilidade masculina também é fundamental no processo de conceber uma gravidez, e o apoio de profissionais capacitados faz toda a diferença no sucesso do processo.

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Especialista explica sobre tratamentos para casais homoafetivos conseguirem gerar filhos

A declaração do Papa Francisco a favor da união civil entre homossexuais, trazida em um documentário lançado na última quarta-feira (21/10), despertou diversas discussões sobre a formação de famílias cujo núcleo é constituído por casais homoafetivos.

Após o reconhecimento da união estável de pessoas de mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2011, houve importante aumento de registro de casais homoafetivos, e, consequentemente, o desejo de constituir uma família.

Com base nas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), atualizada em 2017 é possível a gestação em casais homoafetivos femininos utilizando-se sêmen de doador, óvulo de uma e útero da outra parceira. Está previsto, também, um casal de homens ter filhos com material genético de um deles em um útero de substituição e óvulo doado.

Na Life Search- clínica especializada em reprodução humana, que está localizada dentro do Hospital Lifecenter, os especialistas sempre foram acionados pelos casais homoafetivos sobre o sonho de terem filhos.

De acordo com Dra. Ines Katerina, atualmente, existem diversas técnicas de reprodução assistida que conferem, independentemente do sexo dos casais, a possibilidade de se tornarem pais e mães.

Como ocorre o tratamento entre os casais:

Casais do sexo feminino-  caso não haja problemas de fertilidade, podemos realizar duas técnicas. A primeira opção é a inseminação intrauterina, quando o sêmen de doador anônimo é tratado e são selecionados os espermatozoides de melhor qualidade para serem depositados diretamente no útero da mulher, facilitando a fecundação. Porém nesse caso o útero e óvulo são da mesma mulher. Outra opção  é a gestação compartilhada, em que se utiliza o óvulo de uma das parcerias e o útero de outra.  Nesse caso, o espermatozoide utilizado para a fecundação também é de um doador anônimo.

Entretanto, a escolha da melhor opção vai depender da vontade do casal, e das condições clinica de cada uma das parceiras, e deve ser discutido amplamente com o seu médico especialista.

Casais de sexo masculino- somente a fertilização in vitro é possível. É utilizado um óvulo proveniente de uma doadora anônima, que será fecundado com o espermatozoide de um dos dois parceiros. O embrião gerado deve ir para o útero de alguma mulher que esteja disposta a passar pela gestação e que possua parentesco de até quatro grau com algum membro do casal, e que tenha condições médicas de engravidar.

Regulamentado pelo CFM- segundo a especialista, todo este processo é regulado pelo Conselho Federal de Medicina, havendo regras estritas a serem cumpridas, sendo que a última atualização da norma foi feita em 2017 ((Resolução CFM 2168/2017),

Paternidade- em relação à paternidade, a Dra. Ines Katerina ressalta que existe um aparato jurídico no qual se permite o registro do casal como pais legais da criança, sendo o procedimento completamente legal e seguro.

Sobre a fonte

Dra. Ines Katerina Damasceno Cavallo Cruzeiro é PhD em reprodução assistida e diretora técnica da Clínica Lifesearch.

A LifeSearch possui infraestrutura completa, localiza-se no Centro Clínico Avançado Lifecenter, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Possui equipamentos e técnicas avançadas para tratamento personalizado e individualizado, cuidando do presente e do futuro dos pacientes, garantindo, antes de tudo, assistência à vida e à família, com o intuito de consolidar-se como uma marca reconhecida pelo alto grau de satisfação de seus clientes.

reprodução assistida brasil

Brasil lidera ranking de reprodução assistida na América Latina

De acordo com levantamento da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA), o Brasil lidera o ranking de países da região com mais recém-nascidos frutos de fertilização in vitro (FIV) e inseminação artificial.

Entre a década de 90 até 2016, 83 mil bebês brasileiros nasceram por meio de tratamentos de reprodução assistida. A Argentina ocupa o segundo lugar no ranking e, na sequência, o México.

Em nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), o Brasil ocupa a primeira posição porque concentra cerca de 40% dos centros de reprodução assistida da região, além de ser o país mais populoso entre os analisados.

Continue a leitura e saiba mais sobre este recente levantamento.

Levantamento revela também uma mudança no perfil das pacientes

Ainda de acordo com o levantamento, a fertilização in vitro e a inseminação artificial correspondem a mais da metade (53%) dos procedimentos de reprodução assistida realizados pelas brasileiras.

A pesquisa indicou também uma mudança no perfil das pacientes, com aumento da procura por mulheres acima dos 40 anos.

No ano 2000, metade dos tratamentos era realizado por mulheres com idade abaixo de 34 anos. Em 2016, o percentual caiu para 28%. Por outro lado, durante esse mesmo período, a demanda pelo tratamento duplicou entre as mulheres acima de 40 anos. O percentual que era de 14,9%, atingiu, em 2016, 31%.

Saiba mais sobre a fertilização in vitro e inseminação artificial

A indicação do melhor método para cada paciente deve ser feita pelo médico especialista, após o diagnóstico das causas de infertilidade. E embora os tratamentos tenham o mesmo objetivo, cada um deles apresenta um processo e indicações específicas. Entenda as diferenças a seguir.

Fertilização in vitro (FIV)

Tratamento no qual os óvulos e os espermatozoides são extraídos, preparados e depois fecundados artificialmente, in vitro, fora do útero. O óvulo fertilizados é mantido em uma estufa e, somente depois da divisão celular, o embrião é colocado no útero da futura mamãe.

É recomendada para casos mais graves, como obstrução das tubas uterinas (que impedem a passagem dos espermatozoides), alterações no sêmen e endometriose.

A FIV também é o tratamento recomendado para casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos.

Inseminação intrauterina

Mais conhecida como inseminação artificial, essa técnica consiste na injeção dos espermatozóides diretamente na cavidade uterina da mulher, no dia da ovulação. O objetivo é facilitar que os espermatozóides encontrem o óvulo e aconteça a fecundação.

A inseminação intrauterina é indicada para pacientes com endometriose leve ou que apresentem alterações no colo do útero, que impedem a passagem dos espermatozoides.

O tratamento é recomendado, também, quando o homem apresenta alterações no sêmen, como espermatozoides pouco móveis ou em baixa quantidade.

É importante que os casais tentantes passem por uma avaliação detalhada para um diagnóstico preciso permitindo, dessa forma, mais chances de conseguir a gravidez.

Para saber mais sobre reprodução assistida, continue navegando em nosso blog.

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Covid-19 e gravidez: tudo que você precisa saber

Diante do atual cenário de pandemia, é comum que diversos questionamentos sejam feitos por todos nós, especialmente por quem está esperando a chegada de um bebê. As incertezas dessa nova doença acabam aumentando a preocupação das mães sobre como ter uma gestação saudável e segura.

Para esclarecer algumas dessas dúvidas, continue a leitura do post! Estar bem informada é fundamental para diminuir a ansiedade durante esse período.

Grávidas são do grupo de risco da Covid-19?

Apesar de na maioria dos casos, até o momento, a doença ter se apresentado de forma branda nas gestantes, elas e as puérperas são mais vulneráveis a infecções. Por isso, mulheres grávidas são consideradas grupo de risco de acordo com o Ministério da Saúde.

Além disso, gestantes portadoras de doenças crônicas estão mais suscetíveis a quadros graves de Covid-19, segundo pesquisas recentes.

A doença pode causar complicações durante a gravidez ou no parto?

Até o momento, os estudos indicam que não foi identificado um aumento do número de abortamentos ou outras complicações para a saúde do feto quando a mãe foi diagnosticada com coronavírus.

Também não foi encontrado nenhum indício do vírus no líquido amniótico ou no leite materno. Por isso, a amamentação continua sendo estimulada, com os devidos cuidados, mesmo em mães infectadas.

Por ser uma doença nova, os estudos estão acontecendo paralelo à disseminação do vírus, o que torna a informação mais escassa e mutável. Sendo assim, a qualquer momento novas pesquisas podem mudar completamente o cenário que temos hoje.

De modo geral, o recomendável é que as gestantes redobrem os cuidados para evitar uma possível contaminação. Isso significa adotar os mesmos cuidados de higiene e distanciamento social que as outras pessoas.

Ou seja, é importante manter alguns hábitos:

– Lavar as mãos várias vezes ao dia com água e sabão e usar álcool gel;

– Manter uma distância segura das outras pessoas caso precise sair de casa;

– Evitar tocar os olhos, boca e nariz sem lavar as mãos antes.

E caso a gestante apresente sintomas como febre e dificuldade para respirar,  é recomendado procurar assistência médica o mais breve possível.

Vale destacar, ainda, que as mulheres grávidas ou puérperas devem continuar seguindo as rotinas de acompanhamento médico.

E os casais tentantes, o que devem fazer nesse momento?

Em meio à pandemia, as instituições de saúde não estão recomendando a continuidade dos ciclos de tratamento dos casais tentantes, exceto em casos específicos, como pacientes oncológicos.

Nessa circunstância, a criopreservação é uma alternativa para seguir com o tratamento no futuro, em um cenário de mais segurança e tranquilidade.

O procedimento coleta gametas ou embriões e os mantém congelados a 196º graus negativos, preservando o material genético por tempo indeterminado. Por meio desse tratamento, portanto, é possível adiar o sonho de ter filhos com segurança, tendo a chance de aguardar o fim da pandemia para dar continuidade ao ciclo de fertilização.

Diante deste momento incerto, as dúvidas podem deixar muitas famílias angustiadas. Mas é preciso ter cautela e acompanhar sempre as atualizações científicas sobre o assunto.

Gostou desse conteúdo? Continue navegando em nosso blog.

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Tratamento de fertilidade para transgêneros

Uma das grandes questões entre os transgêneros é a possibilidade de ter filhos biológicos. Afinal, a identificação com o sexo oposto ao do nascimento não interfere na vontade de ser pai ou mãe. Por outro lado, cirurgias e terapias hormonais podem causar infertilidade temporária ou mesmo, efetiva.

Apesar disso, são poucas pessoas que se preocupam com esse assunto nas primeiras consultas ao médico durante o processo de transição de gênero. Mas afinal, transgêneros podem ter filhos biológicos?

Sim! E o caminho mais viável para isso passa pela preservação da fertilidade.

Preservação da Fertilidade para Transgêneros

No momento em que a transição está acontecendo, pode ser que a pessoa não sinta o desejo de ter filhos. Mas e no futuro? Por isso, a preservação da fertilidade deve ser um assunto discutido logo no início do processo de transição.

Esse método consiste no congelamento de gametas (espermatozoides ou óvulos) ou de embriões, para posterior fecundação. O material genético pode ficar congelado por tempo indeterminado. O procedimento deve ser realizado antes do uso dos hormônios na transição.

Homens trans, gravidez e fertilização in vitro (FIV)

Muitos homens transgêneros tem vontade de gerar um filho. E essa possibilidade é real pois possuem o órgão reprodutor feminino. Para isso, é necessário interromper o tratamento hormonal antes, durante e alguns meses após a gravidez. Consequentemente, será produzido progesterona causando crescimento nos seios e menstruação.

Caso o paciente não deseje gerar a criança, mas tenha os seus óvulos congelados, é possível recorrer a um útero solidário. A fecundação é feita em laboratório, por meio de fertilização in vitro e, depois, o embrião é implantado no útero da parceira ou no útero solidário. Neste segundo caso, a mulher a gerar a criança deve ser uma parente em até 4º grau do paciente, ou seja, mãe, irmã ou tia, por exemplo.

Mulheres trans, gravidez e fertilização in vitro (FIV)

No caso das mulheres trans, também é possível ter filhos biológicos. Porém, não é possível que a paciente gere a criança, já que possui os órgãos reprodutores masculinos.

Mas por meio do coito com um indivíduo que possua os órgãos reprodutores femininos ou por meio da coleta de espermatozoides para inseminação artificial ou fecundação in vitro, é possível gera a vida.

Caso já tenha sido feito o congelamento do esperma, basta fazer a fecundação por meio das técnicas de reprodução assistida.

Se você é um transgênero e pretende ter filhos ou quer deixar essa possibilidade em aberto, converse com seu médico ou procure uma clínica de reprodução assistida. O sonho de ter filhos biológicos não precisa ser interrompido para você ser quem é.

Nesse artigo você pode saber mais sobre Preservação da Fertilidade: http://lifesearch.com.br/saiba-mais-sobre-preservacao-da-fertilidade/

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Cuidados com a gestação após a fertilização in vitro (FIV)

Muitos casais conseguem realizar o sonho de gerar a vida por meio de uma fertilização in vitro (FIV), tratamento de ala complexidade em reprodução humana assistida. E quando o tão esperado “positivo” chega, a futura mãe vive um misto de emoções e expectativas.

Dentre esses sentimentos, está o medo. Mas afinal, uma gestação de FIV exige mais cuidados que uma concepção natural?

De modo geral, uma gravidez de FIV é igual a uma gravidez natural e exige os mesmos cuidados, sem nenhuma atenção específica. No entanto, é preciso avaliar caso por caso. Quando a mãe já tem mais de 38 anos ou é uma gravidez múltipla, por exemplo, pode ser necessário algum cuidado especial.

Mas isso não significa que a família deve viver esse momento cercada de medo. Pelo contrário, é hora de celebrar e aproveitar cada minuto dos nove meses de espera.

Cuidados durante a gestação

Se você está grávida, vale a pena conferir alguma das dicas a seguir e, assim, experienciar uma gestação mais tranquila e segura.

Repouso:  Não existe indicação de repouso após a Transferência Embrionária.  Durante a gravidez, é normal que a paciente se sinta mais cansada em alguns períodos, o que pode aumentar a necessidade de repouso. Dependendo do estado físico e da saúde da mãe e do bebê, o repouso pode ser necessário durante vários períodos da gestação.

Alimentação: todas as gestantes precisam cuidar bem da alimentação, mantendo uma dieta saudável e equilibrada, com muitas verduras, legumes, frutas e grãos. O acompanhamento com  nutricionista também é bem-vindo.

Atividade física: a gravidez não impede que a mulher continue realizando atividades físicas, desde que orientada pelo médico obstetra e por um profissional da área. Além dos exercícios, yoga e sessões de fisioterapia são muito úteis para preparar o corpo para o parto.

Relações sexuais: essa é uma dúvida comum dos casais. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as relações sexuais podem acontecer durante a gravidez. No início da gravidez pós FIV e em casos específicos sob determinação médica, o sexo deve ser evitado.

FIV e o risco de abortos

O aborto é um dos maiores medos das famílias que esperam um bebê. No entanto, gestações de FIV e gestações naturais possuem taxa de aborto semelhante. Por isso, não é necessário nenhum cuidado específico além dos orientados pela equipe médica.

Independente do procedimento usado anterior a gestação, seja por concepção natural ou com auxílio médico, a gravidez é um momento para ser apreciado. Procure formas de se sentir bem emocionalmente e não deixe de seguir os cuidados recomendados pelo médico.

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Paternidade independente: como gerar um filho biológico sozinho?

Você tem o sonho de ser pai, mas por consequência da vida ou pelas próprias escolhas ainda não está em um casamento? Ou já pensou em entrar em um relacionamento apenas para ter uma família, pois o tempo está passando e você ainda não realizou o desejo de ter um filho?

Esta história irá te incentivar e te mostrar que ter filhos independentes é possível.

O primeiro pai solteiro por fertilização in vitro no Brasil

Aos 37 anos, Eduardo Veríssimo percebeu que a paternidade não iria acontecer como é de costume e, então, decidiu ir atrás do seu sonho de ter filhos.

A jornada pela paternidade começou em 2015. No Brasil, nessa época, não haviam procedimentos legais que permitissem que uma mulher gerasse o filho de alguém, sendo recompensada ou não. Por isso, foi até Katmandu, no Nepal, para sua primeira tentativa. Infelizmente um terremoto devastou o país e atrapalhou os planos de Eduardo. Mas ele não desistiu.

Em 2017, Eduardo viajou para o estado de Tabasco, no México, para tentar novamente realizar os tratamentos de reprodução assistida. Porém, após alguns meses, o estado mudou as leis e proibiu que o processo fosse feito por estrangeiros.

Voltando do México e sem esperanças, ele chegou ao Brasil e teve boas notícias: o Conselho Federal de Medicina (CFM) havia aprovado a Resolução que regulamentava a barriga solidária.

E foi em 8 de agosto, ainda em 2017, que Eduardo recebeu no celular a notícia que iria ser pai. Uma amiga da sua mãe concordou em ceder o útero e receber a fertilização in vitro.  E foi assim que Julia e Vitor nasceram com saúde. Eduardo se tornou o primeiro pai solteiro a registrar filhos que nasceram por fertilização in vitro, fecundados em barriga solidária no Brasil.

Barriga Solidária: como é o processo?

No Brasil, não é permitido que haja nenhum tipo de recompensa financeira para a mulher que cede o seu útero para gerar o filho de outro casal ou produção independente. Como o nome já diz, a doação do útero temporário deve ser espontânea. Também é exigido que seja realizada por um parente de até 4º grau (mãe, irmã, tia ou prima). Se não possível dentro dessa realidade, é necessário autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O procedimento é feito por meio da fertilização in vitro (FIV), que consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide, em laboratório. Após o tempo de desenvolvimento, o embrião é transferido para o útero solidário para ser gerado. A doação do óvulo, ao contrário da doação temporária do útero, deve ser anônima.
A Clínica Life Search está sempre disponível para aqueles que querem realizar o sonho de ter filhos. Venha nos fazer uma visita!

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Ovodoação: quem pode doar e quem pode receber?

Você é uma mulher que tem seus óvulos saudáveis, mas não deseja ou não pode engravidar? Então você sabia que é possível ajudar outras mulheres que tenham o sonho de ter filhos, mas que não possuem óvulos? Trata-se da ovodoação.

É a doação de óvulos saudáveis para serem utilizados por outras famílias no tratamento de reprodução assistida. Essa prática é aprovada e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), desde que respeitadas algumas exigências.

Quem pode doar óvulos?

Qualquer mulher com idade entre 18 e 25 anos pode ser uma doadora, desde que não possua doenças sexualmente transmissíveis. Antes da doação, são feitos exames para avaliar a reserva ovariana e para comprovar a capacidade reprodutiva dos óvulos, ou seja, se eles realmente estão saudáveis.

Além disso, não é permitido ter vínculo com a receptora ou receber qualquer tipo de pagamento. Todo o processo deve ser voluntário. O sigilo também é muito importante, tanto para quem está doando, quanto para quem está recebendo.

A doação é feita em uma clínica de reprodução humana. É muito comum, também, que mulheres que congelaram seus óvulos para tratamento, doem aqueles que não foram utilizados.

Quem pode utilizar óvulos doados?

Se você é uma mulher que tem alguma doença nos óvulos ou mesmo que já não tenha mais reserva, essa é uma opção viável para alcançar o sonho de ser mãe. Para receber a doação, não é exido nenhum tipo de restrição. Esse método, porém, é mais indicado e procurado por mulheres com idade avançada ou que tenham sofrido com menopausa precoce.

Além disso, pode ser uma alternativa para mulheres que se tornaram inférteis por consequência de tratamentos quimioterápicos, abortos ou retirada dos ovários. A doação de óvulos também faz parte do processo de reprodução assistida de casais homoafetivos masculinos.

O óvulo doado será fecundado pelo espermatozoide do parceiro, por meio da fertilização in vitro (FIV). Na maioria dos tratamentos, a fecundação acontece com sucesso.

Se você quer ser uma doadora ou receptora de óvulos, o primeiro passo é procurar uma clínica especializada em reprodução assistida para conhecer e se informar melhor sobre o procedimento.

 

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Mudanças no estilo de vida para engravidar

A Decisão de engravidar é uma das mais importantes na vida de uma família, em especial para a mulher. Assim, para você que é tentante ou está planejando sua gravidez, seguem algumas dicas de mudanças de hábitos importantes para começar já na sua vida!

1. Mude sua alimentação

É muito importante manter bons hábitos alimentares, não só para nossa saúde no geral, mas também para ter um organismo preparado para gerar o bebê e dar à luz. A alimentação desequilibrada pode desencadear diversas doenças, influenciando, inclusive, na fertilidade.

2. Controle o seu peso

É preciso prestar muita atenção no controle do peso. A obesidade ou a anorexia podem influenciar negativamente no sistema reprodutor, diminuindo drasticamente as chances de engravidar.

3. Evite hábitos pouco saudáveis

Hábitos como fumar ou beber em excesso podem causar danos oxidativos ao corpo da mulher, prejudicando diretamente a qualidade dos óvulos.

4. Faça acompanhamento médico regular

É importante manter-se atenta ao que acontece com você! Faça todos os exames ginecológicos relevantes e, no caso de sofrer qualquer tipo de desconforto, procure orientação médica.

5. Mantenha a calma

O estresse não ajuda em nada, sendo um grande inimigo também do equilíbrio hormonal. Além disso, altos níveis de estresse podem influenciar na fertilidade e fazer com que o processo de conceber um bebê seja mais demorado.